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Cefaleia cervicogênica

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A dor começa no pescoço e na nuca Doutor”

A cefaleia cervicogênica é uma dor de causa secundária (dor na cabeça como consequência de um outro problema que não está na cabeça) podendo ser de origem neurológica e muscular, decorrente de fatores diversos fatores, como: idade, sexo, profissão e outros. Esse tipo é mais encontrada em mulheres no período menstrual, pessoas com problemas posturais e pós-traumáticos.

ANATOMIA

A coluna cervical é composta por sete vertebras, em condições normais, orientadas verticalmente no plano frontal apresentando uma leve convexidade anterior. As superfícies dos côndilos occipitais e dos processos articulas do atlas conectam o crânio a coluna. Por essa região cervical passam os oito pares de nervos cervicais e alguns vasos, como a artéria carótida comum, artéria vertebral, e as veias jugulares interna e externa, além de outros.

FISOPATOLOGIA

A tensão, má postura, preocupação, ansiedade, traumas e estresse são os grandes vilões da cefaleia cervicogênica, pois ocorre um excesso de contratura muscular na região dos ombros, pescoço, músculo trapézio e músculos pericranianos como o temporal, masseter e occipital, além da possível compressão dos nervos e vasos da região cervical. Por exemplo, a compressão da raiz C1 acarreta dor orbitofrontal e no vértex, enquanto a compressão de C2 propicia geram dor na região posterior da cabeça.

Além da tendência de irradiação para a região das órbito-fronto-temporal ou facial, geralmente são unilaterais com dor de moderada a pesada, podendo durar dias ou semanas com intervalos não constantes (de semanas até meses). Não existe predominância de períodos do dia e tanto as crises mais amenas quanto as mais graves podem durar anos. Movimentos como estacionar um carro ou limpar o teto são desencadeadores.

SINAIS E SINTOMAS COMO DIAGNÓSTICO

O bloqueio das raízes C2, C3 e do nervo occipital maior tem sido usado como diagnóstico, juntamente com exames de imagem. De certa forma, é fundamental atentando-se para os seguintes sinais e sintomas: dor cervical ipslateral com irradiação para a face, ombro e mãos, de caráter moderado, não-excruciante, geralmente de natureza não-pulsátil, com rigidez e diminuição da motilidade do pescoço. Também estão associados quadros náuseas, vertigens, dor de garganta, dificuldade para deglutir e visão turva.

TRATAMENTO

Intervenções invasivas são aplicadas como forma de tratamento, principalmente o bloqueio das raízes C2, C3 e do nervo g occipital, a estimulação transcutânea, anestesia local repetida, descompressão, secção e/ou avulsão do nervo grande occipital e do nervo occipital menor, bem como de raízes e gânglios cervicais. Há casos do uso de eletrocoagulação por radiofreqüência no território do nervo occipital. A correção postural também é frequentemente usada através da fisioterapia. O uso de relaxantes musculares está associado a esse processo de tratamento.

REFERENCIAS

CARVALHO, Deusvenir de Souza. Síndrome da Cefaleia Cervicogênica. Neurociências, São Paulo. 9 (2), p. 57-59, 2001

MELO-SOUZA, Sebastião Eurico de. Tratado das Doenças Neurológicas. 1.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000

ROWLAND, L. P. Meritt: Tratado de Neurologia. 11.ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007

Warllen Venturim

Acadêmico do 4º período de medicina

Centro Universitário do Espírito Santo

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