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Tipos de Dor

Dor Articular

As articulações ou "juntas são os espaços ou áreas onde dois ou mais ossos se encontram, como o quadril,  joelho, ombro, cotovelo e tornozelo.

As articulações permitem movimento entre dois ou mais ossos. São formadas por uma cartilagem articular, uma cápsula articular, com a membrana fibrosa externa unindo os ossos e uma membrana sinovial interna que produz o líquido sinovial dentro da cavidade articular.  Ligamentos, tendões, bursas (sacos cheios de líquido que ajudam a amortecer o conjunto), músculos, fáscias ajudam na parte externa da articulação. Qualquer das estruturas em um conjunto pode ficar irritada ou inflamada, em resposta a uma variedade de leves a graves doenças ou distúrbios.

Quando há o processo degenerativo dessas articulações surgem as artroses e artrites, que cursam com dor e restrição do movimento, sendo a principal causa mecânica de dor articular. Ao longo do tempo vão impedindo pessoas de praticar atividades simples do cotidiano, como subir uma escada, lavar uma louça, segurar o neto no colo e até mesmo impossibilitando trabalhadores de exercer seu oficio.

Como causa inflamatória, destaca-se a  artrite reumatóide, que é uma desordem auto-imune que provoca rigidez e dor nas articulações.

Diagnóstico e tratamento precoces podem minimizar o desconforto e reduzir o risco de complicações graves.

O que queremos deixar claro nessa breve conversa é que ninguém é obrigado a viver com dor, não tenha receio de procurar o médico, pois ele tem a chave para resolver o seu problema!

Créditos: Luiz Fernando Lemos Ramos

Cefaléia

A cefaleia , conhecida popularmente como "Dor de Cabeça", é uma das queixas mais frequentes da população, sendo  um dos grandes motivos  de ausência no trabalho (absenteísmo) e de queda de rendimento no trabalho (presenteísmo), também se mostrando frequente em âmbito estudantil.

É definida como a dor que ocorre na cabeça, pescoço e face. Existem mais de 150 tipos de cefaléia, e podem ser divididas em primárias (com origem no encéfalo e tendo a enxaqueca como principal representante) e secundárias (como tumores, aneurismas, problemas em garganta, ouvido, resfriado).

Apesar de estar localizada na cabeça, a origem da dor pode estar em outros locais como na coluna cervical, conhecida como cefaléia cervicogênica.

É essencial que uma pessoa com cefaléia procure um especialista em dor, tanto para afastar as causas de maior gravidade, como para se alcançar o melhor tratamento para seu caso e permitir que haja qualidade de vida, com controle no quadro de dor.

Créditos: Roberto Salém Hott Celga

Dor do Herpes Zoster

O herpes zoster é uma infecção viral aguda que acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com o vírus adormecido em gânglios do corpo, e anos mais tarde esse vírus pode reativar e desenvolver o herpes-zóster.

Essa infecção causa um a erupção cutânea vesicular que, na maioria dos casos, é dolorosa.

Pode acometer qualquer parte do corpo, porem é mais frequente na região torácica e cervical ,e geralmente em um lado do corpo.

A dor que acompanha as erupções cutâneas pode se manifestar com características distintas em diferentes pacientes, podendo ser leve ou intensa,em queimação ou lancinante (picadas).

Uma das complicações mais freqüentes é a neuralgia pós-herpética (NPH) que é uma dor persistente nos pacientes afetados pelo vírus do herpes-zóster um mês depois do desaparecimento da erupção cutânea.A dor pode persistir por muitos meses ou mesmo anos,resultando perda de apetite,perda de peso,fadiga e depressão.Acometendo mais idosos e quando o nervo trigêmeo é envolvido.

Créditos: Ingrid Ribeiro

Dor na Coluna Vertebral

As pessoas se queixam muito de dor na coluna vertebral, podendo ser no pescoço, na lombar, nas costas, ou mesmo quando sentem dor pelo corpo todo. Porém esta dor pode vir de problemas em músculos, nervos, ossos, articulações ou por rotações ou mesmo fraturas em vértebra na coluna vertebral.

Dor na coluna é um dos incômodos mais comuns da humanidade.

Em geral a dor na coluna não é sinal de problema médico sério. A grande maioria dos casos de dor na coluna são benignos e não progressivos.

A maioria das síndromes de dor na coluna são devido a inflamação, especialmente na fase aguda, a qual geralmente dura de duas semanas a três meses.

Embora seja raro, a dor na coluna pode ser sinal se problema médico grave nos seguintes casos:
* Quando associada a incontinência dos intestinos e/ou da bexiga, ou fraqueza progressiva nas pernas.
* Dor na coluna que interrompe o sono pela intensidade da dor
* Dor na coluna ssociada a febre ou perda de peso
* Dor na coluna após um trauma, como acidente de carro ou queda, a qual deve ser rapidamente avaliada por um médico para verificar a ocorrência de fratura ou outra lesão.


* Dor na coluna que ocorre em pessoas com problemas médicos que as coloca sob risco de fratura, como osteoporose e mieloma múltiplo.

Dor Pós-Operatória

Dor pós- operatória, é a dor sentida após uma cirurgia.

Essa dor deve ser tratada de forma rápida e eficaz, ainda no centro cirúrgico ou durante a internação.

O tratamento inadequado após a cirurgia reflete diretamente na recuperação dos pacientes.

Pode persistir após a cicatrização e recuperação da cirurgia, o que causa complicações ao paciente, que pode acabar achando natural e se adaptando aquele tipo de dor que se torna crônica e até incapacitante ao longo do tempo. Esse tipo de dor não é comum, e a pessoa deve procurar um profissional especialista em dor na tentativa de se livrar dessa dor.

Créditos: Lucas Resende Fonseca

Dor Pélvica

A Dor Pélvica, dividida em aguda e crônica, é mais comum em mulheres e suas causas podem estar relacionadas aos órgãos genitais internos, ao aparelho urinário, ao intestino, às articulações, músculos e nervos da parte inferior do tronco.

A Dor Pélvica Aguda (DPA) tem início rápido e intensidade progressiva e pode estar associada à instabilidade dos sinais vitais e é evidenciada por curta duração.

Apresenta-se como dor cíclica relacionada ao ciclo menstrual, como dor tipo cólica ou espasmódica intensa por contração muscular ou obstrução de víscera oca – intestino e útero – e como dor abdominal total por reação a um líquido irritante, que pode ser sangue ou o conteúdo de um cisto ovariano, na região peritoneal.

Quando atribuída à endometriose, manifesta-se em período pré-menstrual e pós-menstrual, porém, caso caracterize dor generalizada deve-se observar se houve ruptura de endometrioma. Além disso, vincula-se a sinais de inflamação ou infecção que não são encontrados na dor pélvica crônica.
Kmn
A Dor Pélvica Crônica (DPC), não cíclica, com duração mínima de seis meses aparece em locais como a bacia, a parede abdominal anterior, região lombar ou nádegas, sendo grave o suficiente para causar incapacidade ou levar a procura por cuidados médicos.

A intensidade e as características da dor pélvica crônica são dependentes de estímulos internos como ovulação, menstruação, síndrome pré-menstrual, evacuação, micção, coito, afecções sistêmicas e externas como clima, estresse e estado emocional. Já a dor de origem visceral, não visceral e neuropática, pode ser superficial ou profunda, localizada, generalizada ou referida para a região anterior ou posterior da coxa e abdominal.

Por ser degenerativa, necessita de diagnóstico e tratamentos adequados, caso contrário, pode afetar a qualidade de vida da paciente que, por isso, pode desenvolver problemas psicológicos de depressão e ansiedade.

Créditos: Letícia Binda Martins DAvila

Dor Oncológica

O diagnóstico de câncer em uma pessoa é cercado de sensações. A dor é a mais temida. Para muitos pacientes existe a crença que a dor indica a progressão da doença, e há o temor de que o tratamento da dor gere efeitos colaterais e dependência física.

Algumas medidas devem ser realizadas para manejo adequado do controle da dor oncológica como a antecipação à piora da dor e a prevenção/tratamento dos efeitos colaterais.

O alívio da dor é considerado um direito humano, mas infelizmente muitos pacientes ainda sofrem de dor, seja pela falta de profissionais com formação específica, receio de se usar os opióides e indisponibilidade na distribuição do medicamento.

É imprescindível que o médico desfaça os mitos e preconceitos, próprios e do paciente, sobre as diretrizes existentes para o tratamento da dor oncológica, para que os pacientes não sejam subtratados.

A dor é uma experiência individual. Quando se trata a dor referida por um paciente com câncer é fundamental compreender que o estado emocional pode ter influência direta na percepção da dor.

Não existe uma linguagem padrão para expressar a dor. Pode ser difícil para o paciente expressar com clareza sua dor, seja por não ter uma equivalência com situações prévias ou pelo misto de componentes que influenciam nesta percepção da dor.

Ignorar o sofrimento e a dor podem impactar de forma negativa na qualidade de vida dos pacientes.

O médico nem sempre pode curar, mas pode aliviar a dor do paciente oncológico.

Créditos: Cinthia Rafaela Santos Assis Marcos

Dor na Face

A Face (rosto) é a região compreendida por diversos e ossos músculos, os olhos, os doze pares de nervos cranianos, e outras estruturas, que danificados ou trabalhando sem harmonia, podem levar a dor facial.

Essa dor pode ser compreendida como um desconforto ou incômodo, uni ou bilateral, com intensidades e características diferenciadas.

Pode ser causada por distúrbios neurológicos, vasculares, infecciosos ou idiopáticos (atípica), geralmente referidas aos dentes e musculatura.

Algumas outras dores também são consideradas faciais, como as dores de cabeça, as dores dentárias, da articulação temporomandibular (ATM) e advindas dos nervos trigêmeo e facial.

O paciente encontra suporte para tratamento com uma equipe multidisciplinar, com médico, dentista, fisioterapeuta e psicólogo.

Créditos: Warllen Venturim

Dor Visceral

A dor visceral tem origem nos órgãos internos e pode dever-se a inflamação, infeção, perturbações da motilidade dos órgãos, neoplasias, alterações nos nervos transmissores das sensações viscerais ou isquemia.  O abdômen é o local mais frequente das síndromes dolorosas agudas ou crônicas, de dor referida onde a origem está em estruturas distantes, ou de dor decorrente de lesões sistêmicas.

A dor visceral em si é desencadeada sempre que há um aumento na tensão da parede da víscera, seja por distensão, inflamação, isquemia ou contração exagerada da musculatura. É  uma sensação dolorosa profunda, surda e mal localizada, de início gradual e de longa duração. Como as doenças viscerais podem determinar dores de vários tipos e, habitualmente, desafiam os médicos no seu diagnóstico e tratamento. O tratamento interdisciplinar com a associação das medidas farmacológicas aos procedimentos de medicina física e reabilitação e ao acompanhamento psicológico, além de se lançar mão de procedimentos minimamente invasivos para o controle da dor, diminui o sofrimento e as incapacidades e melhora a qualidade de vida.

Créditos: Rogério Belício Dias