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Tenossinovite Estenosante de De Quervain

Lava roupa todo dia, que agonia!

A Tenossinovite Estenosante de De Quervain / Tendinite de De Quervain é caracterizada por ser uma inflamação da bainha do abdutor longo e extensor curto do polegar, no 1º compartimento dorsal do punho. Essa inflamação promove a constrição do tendão em seu deslizamento na bainha, que pode causar um fenômeno de “disparo”, onde o tendão parece travar e restringe a movimentação do polegar.

Ela está profundamente relacionada ao trabalho, e ocorre em maior número decorrente de atividades repetitivas relacionadas ao movimento e a força, realizadas de forma inadequada, tanto no que se refere ao tempo de duração, quanto à utilização de objetos inadequados, e por isso é associada principalmente a mulheres que trabalham com lavagem de roupas e costura, na faixa etária de 30 a 50 anos.

ANATOMIA

O músculo abdutor longo do polegar está localizado na região posterior do antebraço, na camada profunda, e tem sua inserção proximal na face posterior do rádio e da ulna e da membrana interóssea, e inserção distal no primeiro osso metacarpal. É inervado pelo nervo radial (C7 – C8) e realiza a função de abdução da mão e do polegar. O músculo extensor curto do polegar fica na mesma região que o músculo anterior, porém tem inserção apenas na face posterior do rádio e membrana interóssea, e inserção distal na face dorsal da falange proximal do polegar. Também recebe inervação do nervo radial (C7 – C8) e realiza função de extensão do polegar.

Na região dorsal do punho estão localizados os tendões extensores dos dedos, do polegar e do punho, e o tendão abdutor do polegar. Esses tendões passam por seis túneis que formam o ligamento carpal dorsal ou retináculo dos extensores. O primeiro compartimento dorsal é o mais lateral de todos e nele passam os tendões abdutor longo do polegar e extensor curto do polegar. Esses tendões formam a tabaqueira anatômica, localizada no primeiro compartimento dorsal, e sua função é afastar o polegar da mão e movimentar o punho.

As bainhas tendíneas são estruturas que formam pontes ou túneis entre as superfícies ósseas sobre as quais deslizam os tendões. Sua função é conter o tendão, permitindo-lhe um deslizamento fácil e a movimentação correta do músculo, e é aqui onde ocorre a inflamação.

QUADRO CLÍNICO

A dor sobre o bordo externo do punho é o principal sintoma, e pode ter irradiação tanto para a parte distal do polegar quanto para a parte proximal do antebraço. Seu aparecimento pode ser súbito ou insidioso e habitualmente inicia-se sobre o primeiro compartimento dos extensores (que inclui o longo abdutor e curto extensor do polegar).

Os movimentos do punho e do polegar agravam geralmente as queixas, sendo comum à palpação, sentir uma crepitação com os movimentos. Devido ao edema e à dor, os movimentos são por vezes muito difíceis, podendo a irritação dos ramos nervosos cutâneos originar parestesias e alterações da sensibilidade no dorso do polegar e por vezes indicador.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é principalmente clínico, o médico irá verificar a história de queixas do paciente que muitas vezes apresenta os possíveis fatores desencadeantes e a idade do início característica. Sucessivamente realiza a digito-pressão sobre os tendões extensores do polegar para ver se isto agrava os sintomas. Uma ultrassonografia pode ser realizada para a avaliação do estado dos tendões, e é importante que se obtenha radiografias em PA (póstero-anterior) e laterais do punho, a fim de que seja descartada a possibilidade de qualquer patologia óssea.

O teste de Finkelstein é habitualmente usado no diagnóstico: consiste em com o polegar aduzido e colocado sob os restantes dedos, fletir e aduzir o punho. É considerado positivo quando desencadear dor.

TRATAMENTO

O tratamento tem como objetivo reduzir o processo inflamatório, eliminar a dor, e consequentemente, melhorar a movimentação da região.

Tratamentos conservadores: Evitar movimentos repetitivos do polegar ou da região afetada; medicação anti-inflamatória; infiltração local com corticoides; imobilização do punho (órteses).

Tratamento cirúrgico: É uma opção quando os tratamentos conservadores são ineficazes. Visa mediante a abertura do primeiro compartimento extensor e a libertação tendinosa, aumentar o espaço para o movimento dos tendões e desta forma diminuir a irritação e obter a regressão do processo inflamatório.

BIBLIOGRAFIA

1.Alves, M.P.T. Avaliação clínico-ultra-sonográfica da tenossinovite estenosante De Quervain. Rev. Bras. Ortop. São Paulo, 2000; 35(4):118-122

2.Moore, K.L. Dalley, A.F Anatomia Orientada para a Clínica. Guanabara Koogan. 6 ed. 690 p.

3.Uribe, W.A.J. et al. Tenossinovites De Quervain: uma nova proposta no tratamento cirúrgico. Rev. Bras. Cir. Plást. 2010; 25(3): 465-9.

Teste de Finkelstein: https://www.youtube.com/watch?v=eXn5mr7Hu9E

Tratamento cirúrgico da Tenossinovite de De Quervain:https://www.youtube.com/watch?v=-AcrgHQUxpE

 

Figura – Fonte: (http://asdicasdoterapeuta.blogspot.com.br/…/tenossinovite-d…)

 

Ian Rios

Acadêmico de Medicina

Centro Universitário do Espírito Santo (Unesc)

 

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