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Tendinite de Aquiles

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Tendinite de Aquiles, também chamado de Tendinite do Calcâneo é uma inflamação do tendão do calcâneo ocasionado por rupturas microscópicas das fibras colágenas, principalmente logo acima da sua fixação no calcâneo. Quando acomete atletas, os corredores são mais envolvidos sendo 9% a 18% das lesões em corridas. Esta patologia é frequente durante atividades repetitivas e de alta intensidade de treinos esportivos, principalmente em pessoas que ficam longos períodos de inatividade e retornam sem condicionamento físico adequado, mas também pode ser causada por calçados ou superfícies de treinamento irregulares.

 

ANATOMIA

Os músculos da panturrilha (tríceps sural) formados pelos músculos gastrocnêmio e sóleo são unidos por um tendão em comum, o tendão do calcâneo, que se fixa ao osso calcâneo. Esse grupo muscular traciona a alavanca propiciada pela tuberosidade do calcâneo, elevando o calcanhar e abaixando a parte anterior do pé, realizando assim a flexão plantar. O tendão do calcâneo (tendão de Aquiles) é o mais espesso e resistente tendão do corpo, possui cerca de 15 cm de comprimento, é uma continuação da aponeurose plana, formada a partir da metade da panturrilha, onde terminam os ventres do músculo gastrocnêmio.

 

QUADRO CLÍNICO

Os sintomas da tendinite de Aquiles geralmente têm um princípio insidioso, apresentando-se em três fases. No estágio agudo (sintomas de menos que duas semanas) a dor é rapidamente aliviada com repouso e os tecidos da região lesionada podem se tornar levemente edemaciados, sugerindo um aumento em largura do tendão. No estágio subagudo, a dor é mais difusa e ocorre durante a corrida, além de crepitação durante a dorsiflexão ativa e flexão plantar. Já no estágio crônico (sintomas além de seis meses de duração), a dor está presente sobre uma área maior e o indivíduo fica incapaz de correr.

 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é feito pelo relato da história pelo paciente e através do exame físico ortopédico. O exame físico consta da verificação dos sinais vitais, avaliação da ADM (amplitude de movimento), avaliação postural, nível de dor através da escala numérica, testes de força muscular e palpação dos músculos gastrocnêmio e sóleo e tendão do calcâneo. São utilizados também exames por imagem como, radiografia do tornozelo, para avaliar se existem calcificações ao longo do trajeto do tendão e a ultrassonografia. Contudo, a ressonância nuclear magnética possibilita uma melhor visualização das condições teciduais do tendão de Aquiles.

 

TRATAMENTO

O tratamento conservador consiste em repouso com elevação da perna por aproximadamente duas semanas. Quando o paciente se encontra em fase aguda da tendinite, podem ser utilizadas técnicas de crioterapia (compressas de gelo) sobre o calcanhar. O médico poderá também prescrever o uso de anti-inflamatórios por via oral e em casos severos de tendinite, uso de órtese por algumas semanas. Em alguns casos após a diminuição dos sinais da inflamação, o paciente poderá ser encaminhado para um tratamento fisioterapêutico. Quando os sintomas persistem por vários meses após o tratamento conservador, o médico pode sugerir a cirurgia para a reparação do tendão de Aquiles.

 

BIBLIOGRAFIA

1. CIPRIANO, Joseph J. Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos. 4ed. São Paulo: Manole, 2005.

2. GOULD, James A. Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte. 2ed. São Paulo: Manole, 1993.

3. HEBERT, Sizínio et al. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática. 4ed. Porto Alegre: Artmed.

4. MOORE, Keith L. Anatomia orientada para a clínica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

5. WEISTEIN, Stuart L.; BUCKWALTER, Joseph A. Ortopedia de Turek: Princípios e sua aplicação. 1ed. São Paulo: Manole, 2000.

Figura – Fonte: (http://http://www.escolabolshoi.com.br/…/Portugu…/detPostagens.php…)

 

Bruno Maia Costa

Acadêmico do 6º Período do Curso de Fisioterapia

Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC

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