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Síndrome Medial da Tíbia

Ao correr ou caminhar sente dores na perna? O que pode ser?

A Síndrome Medial da Tíbia é uma inflamação do periósteo da tíbia (tecido que reveste a superfície externa do osso), ou dos tendões e músculos que se encontram inseridos ao osso, podendo causar fratura por estresse. As estruturas citadas anteriormente, apresentam dor provocada pelo excesso de atividade física, uso de calçados inadequados, prática de corrida em pisos compactados ou irregulares, entre outros fatores relacionados ao impacto. A periostite é decorrente da tração que os músculos exercem sobre o periósteo.

ANATOMIA

A perna é dividida em três compartimentos: anterior, lateral e posterior. Os músculos do compartimento posterior realizam a flexão plantar e a inversão do pé. Nos casos de pronação excessiva dos pés ao correr, certamente irá alterar a biomecânica da marcha, gerando um estiramento dos músculos posterior da perna, principalmente o músculo tibial posterior que é o responsável pela lesão. Esse músculo se fixa na face posterior da tíbia e gera inflamação do periósteo, quando tensionado repetitivamente. O periósteo é um tecido fibroso membranoso que permite a inserção de alguns ligamentos, tendões e cápsulas articulares ao osso.

QUADRO CLÍNICO

Hipersensibilidade ao longo da face póstero-medial da tíbia, dor na perna durante a marcha ou ao subir degraus, alívio da dor com o repouso e piora com a atividade física, dor à apalpação da região (possível fratura por estresse) e permanência dos sintomas da inflamação, quando o local ainda está muito edemaciado. Os pacientes que apresentam o pé plano ou hiperpronação anormal (pisam com a borda medial do pé), tem maior probabilidade de sofrer dessa síndrome.

DIAGNÓSTICO

O relato da história clínica do paciente e o exame físico ortopédico, é fundamental para obtenção do diagnóstico. A diferenciação clínica (diagnóstico diferencial) é feito pela identificação de hipersensibilidade na região da tíbia com técnicas de percussão ou vibração com diapasão. Para descartar a suspeita de fratura por estresse, é realizado radiografia simples e ressonância magnética como exames complementares.

TRATAMENTO

O tratamento inicial é feito com o uso de medicações anti-inflamatórias e analgésicas. Para restabelecer o estado funcional do paciente, a fisioterapia irá trabalhar com técnicas de alongamento muscular, crioterapia (na fase aguda) e em alguns casos, para minimizar a pronação anormal dos pés, será indicado órtese semi-rígida ou palmilha. A recuperação de lesões com fratura por stress é mais lenta e requer uma atenção maior e, em casos mais extremos é necessário o tratamento cirúrgico.

BIBLIOGRAFIA

1. ANDREWS, James R. Reabilitação Física das Lesões Desportivas. 2ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000, p. 210-211

2. HANSEN, John T.; LAMBERTE, David R. Anatomia clínica de Netter. Porto Alegre: Artmed, 2007, p. 256

3. MOORE, Keith L. Anatomia Orientada para Clínica. 5ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan. p. 596-597

4. REIDER, Bruce. O Exame Físico em Ortopedia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2001, p. 276

5. WEINSTEIN, Stuart L.; BUCKWALTER, Joseph A. ORTOPEDIA DE TUREK: Princípios e Sua Aplicação. 5ed. São Paulo: Manole, 2000, p. 29-30

Figura – Fonte:(http://www.centraldafisioterapia.com.br/…/fisioterapia-orto…)

 

Bruno Maia Costa

Estudante do 5º Período do Curso de Fisioterapia

Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC

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