Chinese (Simplified)DutchEnglishFrenchGermanItalianPortugueseRussianSpanish
  • (27) 2102-2220
  • (27) 99956-2200
  • contato@clinicadedores.com.br

Síndrome do Túnel do Carpo

Acordo de noite com dor no punho e durante o dia sinto dormência na mão. Me ajuda Doutor!!

 

A Síndrome do Túnel do Carpo é uma neuropatia ocasionada pela compressão do nervo mediano. A compressão ocorre sob o retináculo dos músculos flexores do punho. Qualquer condição patológica que diminua a área do túnel do carpo, ou aumento do volume de seu conteúdo, pode comprimir o nervo mediano, causando restrições da função motora e sensitiva ao longo de toda a distribuição do nervo pela mão. Apesar de existir algumas causas para esta patologia, a maioria dos casos é de natureza idiopática. Há uma predominância da síndrome do túnel carpiano mais em mulheres do que em homens, podendo ocorrer em qualquer idade, entretanto, estima-se que metade dos pacientes acometidos têm entre 40 e 60 anos.

 

ANATOMIA

O túnel do carpo é um espaço anatômico localizado na face anterior do punho, constituído por ossos do carpo que formam um assoalho côncavo, sendo definido por quatro proeminências ósseas: osso pisiforme e tubérculo do escafóide presentes na fileira proximal; e o hâmulo do hamato e tubérculo do trapézio localizados distalmente. Entre as quatro estruturas citadas anteriormente, está o ligamento carpal transverso que retém nervo e tendões e redireciona o curso dessas estruturas até a mão, quando o punho muda de posição. Pelo interior do túnel, passam nove tendões e suas bainhas sinoviais (quatro flexores superficiais, quatro flexores profundos dos dedos e o flexor longo do polegar) e o nervo mediano.

 

QUADRO CLÍNICO

Paciente queixa-se de formigamento nos dedos, dor na região do punho seguida de fraqueza na mão. Geralmente, o primeiro sintoma é o formigamento, sendo ele caracteristicamente noturno, fazendo com que o paciente desperte à noite várias vezes. Com o aumento da compressão das estruturas poderá ocorrer uma dormência no trajeto do nervo mediano, ficando cada vez mais constante também durante o dia, principalmente quando o paciente realiza atividades que solicitam segurar objetos a uma certa altura como, por exemplo, secador de cabelo, volante de automóvel, telefone, entre outros. Os pacientes relatam coceira na palma da mão e quando em fases mais avançadas da síndrome, apresentam fraqueza dos músculos tenares e diminuição da capacidade de oposição do polegar, fazendo com que ao segurar um objeto, deixe-o cair.

 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico de Síndrome do Túnel do Carpo é clínico e determinado pela história do paciente e exame físico. No exame físico são realizados dois tipos de testes, dos quais são: teste de Tinel, em que é realizado uma leve percussão do nervo mediano, cuja resposta é de parestesia nos dedos; e o teste de Phalen que consiste em manter flexão a 90° do punho por 1 a 2 minutos, caso os sintomas de dormência forem reproduzidos em 60 segundos, é considerado positivo. Para ajudar na confirmação do diagnóstico se há compressão nervosa, pode-se realizar o exame de eletroneuromiografia. Exames complementares de imagem como RM (ressonância magnética) e o ultra-som, podem mostrar doenças do túnel do carpo em pacientes com esta síndrome de forma mais definida que os demais métodos de imagem.

 

TRATAMENTO

O tratamento conservador deve ser realizado em situações quando os sintomas ainda se apresentam recentes e de forma leve, ou seja, compreendendo um período de até seis meses. Esse tratamento envolve a utilização de órtese (tala gessada ou de Orthoplast) durante à noite. Ainda nos primeiros meses, o médico pode optar por aplicar injeção de corticosteróide no canal carpiano, resultando na diminuição do processo inflamatório e, consequentemente, aumentando o espaço para o nervo mediano. O tratamento cirúrgico é indicado quando não há resultados significantes do tratamento conservador ou para os pacientes com comprometimento sensitivo e motor. A recuperação da cirurgia é muito boa e a partir do sétimo dia de pós-operatório já pode iniciar o tratamento de fisioterapia com exercícios ativos iniciados com splints de proteção para a mão.

 

BIBLIOGRAFIA

1. CIPRIANO, Joseph J. Manual Fotográfico de Testes Ortopédicos e Neurológicos. 4ed. São Paulo: Manole, 2005. p. 205

2. GOULD, James A. Fisioterapia na Ortopedia e na Medicina do Esporte. 2ed. São Paulo: Manole, 1993. p. 448

3. HEBERT, Sizínio et al. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática. 4ed. Porto Alegre: Artmed. p. 249-251

4. OMBREGT, Ludwig; BISSCHOP, Pierre. Atlas de Exame Ortopédico das Articulações Periféricas. 1ed. São Paulo: Manole, 2001. p. 42

5. STANLEY, Hoppenfeld. Propedêutica Ortopédica. São Paulo: Atheneu, 2005. p. 85

6. WEISTEIN, Stuart L.; BUCKWALTER, Joseph A. Ortopedia de Turek: Princípios e sua aplicação. 1ed. São Paulo: Manole, 2000. p. 434-437

 

Figura – Fonte: (http://www.amato.com.br/…/carpo-t%C3%BAnel-do-carpo-e-s%C3%…)

 

Bruno Maia Costa

Estudante do 6º Período do Curso de Fisioterapia

Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC

Compartilhe esse post

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *