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Síndrome do impacto no ombro (SIO)

Meu ombro dói quando eu o levanto… O que pode ser, doutor?

A síndrome do impacto no ombro (SIO) é uma patologia inflamatória degenerativa caracterizada por impactação mecânica de determinadas estruturas presentes no espaço da articulação glenoumeral (articulação entre o úmero e a cavidade glenoidal).Essa afecção é prevalente em indivíduos com idade entre 40 e 50 anos, entretanto, como esta relacionado com atividades esportivas é comum encontrarmos em jovens adultos.

ANATOMIA

O ombro possui uma articulação complexa com bastante mobilidade e considerada pouco estável devido a frouxidão capsular associada com a forma arredondada e grande da cabeça umeral e a rasa superfície da cavidade glenoidal. Assim o manguito rotador ganha destaque, pois ele estabiliza a articulação do ombro. O manguito rotador é formado por quatro músculos, são eles: Mm. supraespinal, infraespinal, subescapular e redondo menor. Esses músculos mantem o úmero contra a cavidade glenoide, reforçam a capsula articular alem de resistir a deslocamentos indesejáveis da cabeça umeral.

Movimentos do membro superior com elevação excessiva do braço acima de uma angulo da linha do ombro causa o desgaste do manguito rotador levando algumas síndromes no ombro, sendo que a síndrome do impacto é a mais comum e de grande relevância clinica.

QUADRO CLINICO

É variável, dependendo da fase de evolução da patologia, entretanto, a dor e consequente limitação funcionais são evidentes. A dor pode ser espontânea e agravar pós-esforço, sendo proporcional ao grau de inflamação dos tecidos periarticulares. Contudo, durante a noite , a manifestação dolorosa geralmente aumenta e isso se deve ao estiramento das partes moles.

Tal patologia pode ser classificada em 3 fases: a primeira fase é caracterizada por dor aguda, hemorragia e edema, causado pelo uso exagerado do membro superior no trabalho ou esporte, cessando-se com repouso. Na fase dois fica evidenciado um processo inflamatório acarretando fibrose com espessamento da bursa subacromial e tendinite do manguito rotador. Enfim na fase três ocorre lacerações parciais ou totais do manguito rotador ou bíceps braquial associado a alterações ósseas, sendo prevalente em pacientes a partir da 4ª década de vida.

DIAGNOSTICO

Um diagnostico correto e uma avaliação minuciosa proporcionam maior compreensão da fase evolutiva da patologia. Os principais métodos diagnósticos utilizados para identificação das lesões do manguito rotador são a ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância nuclear magnética.

TRATAMENTO

Para tratamento da SIO é necessário identificar o local e a origem da dor, conhecer a biomecânica articular e suas possíveis alterações, alem de entender a sinergia muscular daqueles que estabilizam toda a articulação do ombro e evita traumas por repetição

As metodologias para tratamento se baseiam em dois tipos: modelo conservador ou abordagem cirurgica. O primeiro, é fundamentado em medidas analgésicas e anti-inflamatoria associados a um programa de reabilitação continua e individualizado, o segundo, aconselhado quando o quadro clinico se mantem inalterado, mesmo apos tratamento conservador de 3 a 6 meses. Quando for necessaria a cirurgia ela deve ser feita o mais breve possivel, de forma a não agravar a lesão, pois a possibilidade de retraçao tendinosa é um fato que pode atrapalhar o acesso cirurgico

BIBLIOGRAFIA

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2. DANGELO, J. G.; FATTINI, C. A. Anatomia Humana Sistêmica e Segmentar. 3ª ed. São Paulo: Atheneu, 2007.

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Figura – Fonte: (http://www.canstockphoto.com.br/foto-imagens/ombro.html)

Lucas Rezende Fonseca

Acadêmico do terceiro período de medicina

Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC

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