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Síndrome do Elevador do Ânus

Síndrome do Elevador do Ânus

A síndrome do elevador do anus, nada mais é que uma dor muscular na área retal. A causa raiz dos espasmos é a tensão dos músculos pélvicos, incluindo o musculo elevador do anus. Essa síndrome tem sido descrita como “uma câimbra crônica dentro da pelve”, espasmos musculares pélvicos causam aperto, ardor e a sensaçao de que o reto esta cheio. As vezes a causa de tais espamos se da pelo fato de algum nervo estar sendo comprimido ou algum ligamento. A dor no levantador do anus tende a ser constante e centrada , porem não limitada, ao musculo levantador do anus.

Anatomia

O arcabouço ósseo ou a pelve é definido por três elementos articulares em três complexos de juntas. O elemento posterior é o sacro, os laterais são os ilíacos, e os anteriores são dois elementos inominados que se juntam para formar a sínfise púbica. No arcabouço ósseo encontra-se o musculo elevador do anus, formado por três porções, a porção pubo-coccígea, a porção ilio-coccigea e a porção pubo-retal

No Fundo do assoalho pélvico há dois orifícios: um retro-púbico, parcialmente ocluído, por uma membrana, que é o orifício urogenital, e outro, mais posterior, que é o anorretal.

Quadro Clínico

A maioria dos pacientes que se queixam de desconforto anal, retal e sacral apresentam alguma alteração no elevador do anus. Existem grandes semelhanças entre distúrbios anorretais e urogenitais, caracterizados pela dor crônica, além disso a fisiopatologia da doença é nebulosa. Mas em grande parte há sensibilidade dos músculos pélvicos, e essa síndrome crônica pode resultar em uma hiperalgésica visceral e/ou aumento da tensão do musculo pélvico.

Alguns pacientes podem apresentar pressão anal aumentada

Diagnostico

O diagnostico é baseado em critérios clínicos e na ausência de doenças anorretais que podem causar dor retal. Desde de 2006 foram aceitas as propostas de critérios diagnostico para essa síndrome, quem implicam no segmento de:

• Episódios recorrentes de dor localizada no anus ou reto inferior

• Episódios esses que podem durar de segundos a minutos

• Ausência de dor retal entre os episódios

Tratamento

Antes de avançar com qualquer proposta terapêutica, deve haver o cuidado de esclarecer ao doente que sobre as características particulares sobre essa doença. Sendo aceitável que para a maioria do pacientes com episódios sintomáticos, breves e pouco frequentes não é necessário tratamento especifico. Por outro lado, uma pequena porcentagem de doentes apresentam sintomas mais frequentes e subjetivamente mais preocupantes.

Há poucos dados com evidencias cientificas para orientar o tratamento. As opções de tratamento que tem sido sugeridas em relatos de caso foram, o bloqueio do nervo pudendo, aplicação tópica de nitroglicerina, utilização de clonidina ou ainda injeção de toxina botulínica que demonstrou efeitos promissores, sem implicações em um hipotético comprometimento da continência esfincteriana anal.

 

Referencias

 

Cvetkovic BR, Cvetkovic ZP, Milenkovic D, Adamovic A. Urethral syndrome in men—chronic pelvic pain syndrome. Acta Chir Iugosl 2009; 56(1):81-9.

Harvey RF. Colonic motility in proctalgia fugax. Lancet 1979; 2(8145):713-4.

Nathan BN. An early clinical account of proctalgia fugax. Dis Colon Rectum 1990; 33(6):539.

Robert R, Prat-Pradal D, Labat JJ, et al. Anatomic basis os chronic perineal pain: role of the pudendal nerve. Surg Radiol Anat 1998; 20:93-98.

Takano M. Proctalgia fugax: caused by pudendal neuropathy? Dis Colon Rectum 2005; 48(1):114-20

Imagem – Fonte http://pt.slideshare.net/…/continuao-slides-anatomia-geral-…

 

Lucas Rezende

Alluno do quarto período do curso de medicina

Centro Universitário do Espírito Santo

 

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