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Ozonioterapia M�dica

DEFINIÇÃO: 

 

O ozônio é a forma triatômica do oxigênio enquanto o oxigênio é normalmente encontrado em sua forma diatômica (O2). Forma-se quando as moléculas de oxigênio (O2) se rompem , e os átomos separados combinam-se individualmente com outras moléculas de oxigênio.

 

CURIOSIDADES: 

 

O gás ozônio forma uma camada protetora na estratosfera que age como um filtro da energia altamente destrutiva que vem do sol, conhecida como raios ultravioleta (UV)

 

Ozônio: do grego “ozein”, traduzido como  “que emite cheiro”.

 

Odor de aquário.

 

HISTÓRIA: 

 

Descoberto em 1840 pelo químico alemão Friedrich Christian Schönbein.

 

Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918) médicos alemães e ingleses utilizaram o ozônio para o tratamento de feridas em soldados, conforme já publicado na revista THE LANCET, nos anos 1916 e 1917.

 

AÇÕES: 

 

Poderoso agente oxidante, bactericida, fungicida, virustático e desinfetante altamente eficaz.

 

FÍSICO-QUÍMICA: 

 

O gerador de ozônio promove uma descarga elétrica entre 13 a 15mil voltz nas moleculas de oxigênio permitindo a agregação entre as moleculas.

 

Ozônio medicinal é sempre uma mistura de ozônio e oxigênio.

 

Como o ozônio é um gás altamente instável e logo se recompõe a oxigênio, o gás deve ser gerado no local do uso, com equipamentos específicos, que produzem a mistura oxigênio-ozônio em concentrações específicas e precisas.

 

UTILIZAÇÃO: 

 

Utilizado em medicina como também em processos industriais, tratamento de águas, alimentos, gases, efluentes e também como agente clareador/branqueador.

 

CONCENTRAÇÕES: 

 

De acordo com sua aplicação, a concentração do ozônio pode variar entre 1 e 100μg/ml (0,05 a 5% de ozônio).

 

A concentração de ozônio determina o tipo de efeito biológico, e o modo de aplicação relaciona-se à sua ação no organismo. Dessa maneira, podem ser tratadas pela Ozonioterapia as patologias de origem inflamatória, infecciosa e isquêmica. Por sua habilidade de estimular a circulação, a Ozonioterapia é usada no tratamento de doenças circulatórias. Possui propriedades bactericidas, fungicidas e virustáticas, pelo que é largamente utilizada para tratamento de feridas infectadas.

 

PATOLOGIAS: 

 

As aplicações de Ozonioterapia são determinadas por suas propriedades antiinflamatórias, antissépticas, de modulação do estresse oxidativo, de melhora da circulação periférica e da oxigenação.

 

O ozônio medicinal pode ser indicado para o tratamento de :

 

•  Problemas circulatórios

 

•  Diversas doenças e condições do paciente idoso

 

•  Doenças causadas por vírus, tais como hepatites, Herpes simples e Herpes zoster

 

•  Feridas infectadas quaisquer, inflamadas, de difícil cicatrização, como úlceras nas pernas, de origem vascular, arterial ou venosas (varizes), úlceras por insuficiência arterial, úlcera diabética, risco de gangrena

 

•  Colites e outras inflamações intestinais crônicas

 

•  Queimaduras

 

•  Hérnia de disco, protrusão discal, dores lombares

 

•  Dores articulares decorrentes de doenças inflamatórias crônicas.

 

•  Imunoativação geral.

 

•  Como terapia complementar para vários tipos de cancer

 

CONTRA-INDICAÇÕES: 

 

A principal contraindicação é deficiência da enzima Glicose-6-Fosfato Desidrogenase (G6PD), conhecida como favismo, em função do risco de hemólise.

 

Em casos de hipertireoidismo descompensado, diabetes mellitus descompensado, hipertensão arterial severa descompensada e anemia grave, é necessário que a estabilização clínica dessas situações seja realizada previamente à aplicação da Ozonioterapia.

 

VIAS DE APLICAÇÕES:

 

· Aplicação sistêmica via endovenosa de oxigênio-ozonioterapia ou Autohemoterapia Maior

 

· Aplicação sistêmica autóloga ou autohemoterapia menor com ozônio

 

· Aplicação  tópica

 

· Água bidestilada ozonizada e azeite ozonizado

 

· Insuflação retal

 

· Aplicação intra-articular, para-vertebral, intra discal

 

· IMPORTANTE: inalar ozônio é absolutamente proibido e altamente perigoso. Esta é a única via de aplicação do ozônio que não pode ser utilizada de maneira nenhuma.

 

CONCLUSÃO:

 

Não tem reação adversa.

 

Baixo custo.

 

Não é panacéia: como ocorre com qualquer tratamento ou procedimento médico, não há e nem pode haver garantia de sucesso terapêutico em 100% dos casos tratados. O sucesso variará de acordo com o estado de saúde do paciente, a frequência do tratamento do ozônio, as doses e as concentrações aplicadas, entre outros fatores.

 

O médico deve sempre oferecer ao seu paciente meios de tratamento que são consagrados e que passaram por estudos científicos que comprovam a sua eficácia. A ozonioterapia não é um tratamento que deve ser realizado como principal por ainda faltar este apoio científico.

 

REGULAMENTAÇÃO NO BRASIL:

 

A Resolução CFM n 2.181/2018 define a Ozonioterapia como procedimento que só pode ser usada no Brasil em caráter experimental.

 

A ABOZ (Associação Brasileira de Ozonioterapia) é a associação responsável pela Ozonioterapia no Brasil.

 

O ozônio não é patenteável, não gera royalties e nem verbas de representação decorrentes da comercialização, o que dificulta a obtenção da referida regulamentação para uso médico junto aos órgãos de representação de classe, pois esta necessita comprovação cientifica de sua eficácia, porém não há investimento financeiro para esses trabalhos.

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