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Osgood-Schlatter (OS)

Minha perna está ficando feia… e dói!

 

Osgood-Schlatter (OS) constitui uma doença osteo-muscular (e extra – articular), comum em adolescentes sendo caracterizada por uma patologia inflamatória que ocorre na cartilagem e no osso da tíbia, devido ao esforço excessivo sobre o tendão patelar. Possui maior incidencia, no sexo masculino da faixa etária dos 10 aos 15 anos, praticantes de esportes especialmente os que incluem: chutes, saltos e corridas.

A patologia ocorre quando existe um stress na epífise de crescimento próximo a área da tuberosidade tibial.

O aumento do osso ocorre pelas epífises, que são formardas por cartilagens. O crescimento ósseo se da mais rapidamente do que o crescimento muscular, resultando em uma tensão do tendão do músculo através da inserção e da perda da flexibilidade.

Durante o período de crescimento rápido, o stress da contração do quadríceps é transmitido através do tendão patelar em uma parcela pequena a tuberosidade tibial. Isso pode gerar uma fratura parcial ou avulsão do centro de ossificação.

 

ANATOMIA:

 

A articulação do joelho pode ser descrita como um gínglimo ou articulação em dobradiça (entre o fêmur e a tíbia) e plana (entre o fêmur e a patela).

Na tíbia existe uma área chamada tuberosidade, que está localizada aproximadamente 2 cm abaixo da patela e é, exatamente, neste ponto onde o tendão patelar se insere.

Exceto pelo fêmur, a tíbia é o maior osso no corpo que suporta peso. Está localizada no lado ântero-medial da perna. Apresenta duas epífises e uma diáfise. Articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.

 

QUADRO CLINICO/DIAGNÓSTICO:

 

A lesão de Osgood-Schlatter causa dor e desconforto, principalmente ao final do dia, depois da criança ter feito atividade física (pulado, saltado…)

O paciente relata algia no joelho localizada no tubérculo tibial (dois ou três polegares abaixo da patela). Piorando com a realização da atividade e aliviando com o repouso. Possuindo uma maior incidência unilateral, podendo apresenta tumefação na aérea do tubérculo tibial.

 

INSPEÇÃO

 

Fazendo a inspeção palpatória deve-se verificar o joelho flexionado em perfil. – Ao palpar a tuberosidade, o paciente relatara dor. Para observar a sintomatologia pede-se o paciente deve realizar uma flexão e em seguida uma extensão com exercício ativo resistido.

Pode ser observado um edema macio visível ao redor da tuberosidade tibial.

 

SINAIS RADIOLÓGICOS

 

Quando os sinais radiológicos do joelho em perfil apresentar laudo de normalidade ou apenas uma tumefação das partes moles, sendo indicativo de fase inicial da patologia. E quando observarmos uma irregularidade da fragmentação da apófise indica que a mesma esta na fase moderada. E quando a doença esta na fase avançada verificamos que há um ossículo intra-tendinoso.

 

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

 

Deve-se diferenciar de infecções, tumores, fraturas, cistos, síndrome femulo-patelar, bursite de pata de ganso, condromalácia patelar, osteomielite proximal da tíbia, e tendinite patelar.

 

TRATAMENTO FISIOTERAPÊUTICO

 

-Vale ressaltar que no tratamento é importante reconhecer que esta alteração tem curso alto limitado e regride com a fusão da tuberosidade da tíbia, que ocorre entre 15 e 18 anos no sexo masculino e entre 12 e 15 anos no sexo feminino.

Na fase aguda, crioterapia e restrição do movimento.

Se o paciente suportar a dor, realizar alongamento do quadríceps e toda a parte posterior do segmento inferior afetado, mobilização articular; com a evolução do tratamento fortalece toda musculatura envolvida para evitar recidivas.

 

OBS: o tratamento cirúrgico somente é indicado quando o paciente continua apresentando quadro álgico após todos os tratamentos convencionais.

 

PROGNÓSTICO:

 

O prognostico é excelente, sendo que os sintomas irão desaparecer em um ano, e o desconforto pode persistir por dois a três anos até o fechamento da placa epifisária tibial.

 

REFERENCIAS:

1- Illness of Osgood Schlatter – Bibliographical Revision and proposal of treatment- Rafael Felipe Castilho¹, Alexandre Sabbag da Silva²

2- FISIOTERAPIA AQUATICA NA DOENÇA DE OSGOOD-SCHATTER: UMA REVISAO BIBLIOGRAFICA Autor: Marília Gabriela de Sousa Borges Orientador: Gustavo de Azevedo Carvalho.

3-Tendinopatia patelar*Patellar tendinopathy- Moisés CohenI; Mário FerrettiII; Frank Beretta MarcondesIII; Joicemar Tarouco AmaroIII; Benno EjnismanII

 

ROBERTO SALEM HOTT CELGA

Acadêmico do 4º período de medicina

Centro Universitário do Espírito Santo

 

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