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MEDICINA REGENERATIVA: O PREPARO DO SOLO

O PREPARO DO SOLO DA MEDICINA REGENERATIVA

Dr. Alex Macedo

Nos últimos anos surgiu um novo ramo da Medicina, chamado de Medicina Regenerativa, que é uma nova área voltada para otimizar a capacidade do próprio corpo a regenerar órgãos e tecidos.

A Medicina Regenerativa tem como base principal os novos conhecimentos científicos sobre as células-tronco.

Ao nosso alcance prático, hoje temos a utilização de materiais biológicos do próprio paciente que receberá a terapia. Logo, para ter uma coleta biológica com qualidade, a saúde e o metabolismo do paciente exigem cuidados especiais. 

Consideramos que é necessário o médico expandir a sua visão sobre a saúde do seu paciente, além das técnicas e procedimentos. 

A literatura cirúrgica já recomenda uma história e avaliação nutricional pré-procedimentos para incluir o uso específico de abordagens nutricionais e/ou suplementos alimentares, e considera a intervenção dos nutrientes como meio de afetar o curso da cura. 

Nos procedimentos da Medicina Regenerativa não poderia ser diferente. Denominamos “Preparing The Soil” esse preparo do paciente, que é um passo de extrema importância para o sucesso do tratamento.

Consideramos fundamental identificar e tratar a Sarcopenia antes de todo os procedimentos. São necessários tratar os fatores de risco associados a Sarcopenia, como o tabagismo, doenças crônicas, baixo peso, inatividade física, alterações hormonais e o baixo senso de bem-estar psicossocial. Os indivíduos sarcopênicos também contam com uma maior presença de espécies reativas de oxigênio, inflamação crônica sistêmica, susceptibilidade apoptótica e a redução da biogênese mitocondrial. Outros agravantes da Sarcopenia são as restrições de mobilidade por doenças, deficiências, algias ou o pós procedimentos, geralmente provocando a perda de apetite com perda de massa muscular.

Antes de introduzir o “Preparing The Soil” do paciente que será submetido a um procedimento regenerativo, é importante orientar a retirada do consumo de açúcar antes de iniciar as mudanças na dieta.  Devemos orientar sobre esse passo, pois o período inicial pode incluir irritabilidade, aumento da diurese e cólicas. Essas orientações preparam o paciente para essas possibilidades, tornando a estratégia mais efetiva e oferece uma maior facilidade nessa transição nutricional. 

A prevalência da obesidade nos últimos 30 anos mais do que duplicou, por diversos motivos, onde também encontramos na sociedade um aumento do consumo das calorias totais, com uma queda no consumo proteico e o aumento dos carboidratos nas refeições. Assim é necessário estimular o paciente em um programa de mudança alimentar, perda de gordura e exercícios regulares. Além do balanço alimentar adequado dos macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídios), o balanço adequado dos micronutrientes (vitaminas e minerais) e antixoxidantes são de extrema importância para uma coleta de qualidade dos materiais autólogos. 

A resposta anabólica ao aumento do consumo das proteínas é menos robusta em idosos mas pode ser melhorada com exercícios físicos adequados e regulares. A resistência anabólica à síntese de proteínas musculares na Sarcopenia relacionada a idade pode ser abordada usando aminoácidos em quantidade e distribuições adequadas. Deixando claro que é necessário analisar o consumo proteico de acordo com as suas patologias.

Analisar o balanço da microbiota intestinal também é importante, pois afeta diretamente o bem estar, a qualidade e a quantidade das bactérias intestinais, que podem determinar a proteção da parede intestinal, absorção de nutrientes, suporte do sistema imunológico, controle da proliferação de patógenos, entre outros inúmeros problemas que pode levar a um pior resultado no procedimento. Aqui podemos usar prebióticos e probióticos adequados para cada caso, para nos auxiliar nesse balanço da homeostase intestinal. 

Um ponto também de máxima importância no preparo do paciente é com relação ao sono. A dor crônica é um desafio para ofertar um sono reparador ao paciente, e a própria falta de sono reparador leva a um limiar de dor reduzido. 

O paciente com dor, doenças crônicas ou com redução da mobilidade pode também estar menos exposto ao banho de sol, o que reduz a ativação da Vitamina D, fator que pode aumentar a dor crônica e diminuir a qualidade do tratamento regenerativo. 

Após o preparo do paciente, tais cuidados também devem se estender para o pós procedimento, pois a inflamação, a cicatrização e perda de sangue elevam a demanda por nutrientes. Em idosos e em pacientes sarcopênicos a chamada “dieta regular” é pouco provável que atinja o metabolismo para uma recuperação ideal. 

Portanto expandir a visão sobre a saúde do paciente é uma forma de abordar o paciente como um todo, não só nos sintomas, procedimentos ou nas doenças, e pode mensuravelmente melhorar os resultados de procedimentos e reduzir os efeitos colaterais relacionados a doenças ou a procedimentos. 

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