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Epicondilite Lateral

“Dor de cotovelo” não é só no ditado não!

A Epicondilite Lateral vulgarmente chamada de “cotovelo de tenista”, é uma causa de dor que acomete de 1 a 3% da população adulta anualmente. O termo Epicondilite sugere inflamação, mas sabe-se que se trata de uma tendinose, acompanhada de resposta vascular e fibroblástica.

Anatomia: Caracterizada como uma afecção degenerativa, temos que os tendões extensores do antebraço são os envolvidos. O Epicôndilo Lateral do Úmero é origem dos músculos extensores do antebraço, o tendão comprometido é o do Músculo Extensor Radial Curto do Carpo(ERCC), que se localiza abaixo do Extensor Radial Longo do Carpo.

O ERCC possui sua inserção na base do osso metacarpal III e realiza movimentos de pronação/supinação quando atua na Articulação do Cotovelo e flexão dorsal/abdução quando atua na mão.

Obs: É importante ressaltar que essa patologia raramente estende-se a nível de articulação, portanto, a Articulação do Cotovelo geralmente não sofre com a degeneração.

Causas: A causa em geral é a sobrecarga do ERCC, que produz estresse mecânico e vários microtraumas, logo pessoas que trabalham com movimentos repetitivos ou de alto esforço, como por exemplo digitação, manipulação de maquinas pesadas ou que praticam atividades esportivas como tênis, golfe e esportes que utilizam raquetes em geral, podem adquirir a Epicondilite.

Quadro Clínico: A dor é o principal sintoma apresentado pelos pacientes, dor essa que se inicia no cotovelo e estende-se ao dorso do antebraço. O paciente costuma relatar dor para levantar e abaixar o punho, para digitar, perda de força e dor que piora ao decorrer das atividades.

Diagnóstico: O diagnóstico baseia-se na observação da história do paciente e do exame clínico. O paciente apresenta incapacidade para prática esportiva, atividades laborativas e da vida diária.

Pode ser realizado o Teste de Cozen, no qual o paciente com o cotovelo em 90° de flexão e antebraço em pronação promove extensão ativa do punho contra resistência imposta pelo examinador. Caso o paciente refira dor na região lateral do cotovelo( Epicôndilo Lateral ), o teste será positivo para Epicondilite.

Tratamento: O tratamento irá variar para cada caso, sendo o controle da Dor o objetivo principal. O método inicial é caracterizado por repouso relativo, que envolve: controle do excesso de movimento e na prática esportiva, a utilização de técnicas corretas. O uso de anti-inflamatórios não hormonais, ultrassom, crioterapia e laser são adjuvantes para obter analgesia.

Obs: Pode ser promovida infiltração com Corticosteroide, indicada para os casos no qual o tratamento fisioterápico não trouxe redução da Dor.

Tratamento Cirúrgico: O tratamento cirúrgico é direcionado aos pacientes que se submeteram a reabilitação por um período não inferior a nove meses, sem que a dor fosse controlada.

BIBLIOGRAFIA:

1. Aoki M, Wada T, Isogai S, Kanaya K, Aiki H, Yamashita T. Magnetic Ressonance imaging findings of refractory tennis elbows and their relationship to surgical treatment. J Shoulder Elbow Surg. 2005

2. Gosens T, Peerbooms JC, van Laar W, den Oudsten BL. Ongoing positive effect of platelet-rich plasma versus corticosteroid injection in lateral epicondylitis: a double-blind randomized controlled trial with 2-year follow-up. Am J Sports Med. 2011

Figura – Fonte: (http://fisioterapiamanual.com.br/…/epicondilite-lateral-250…)

 

Roberto Salem

Acadêmico do terceiro período de Medicina

Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC

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