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Disfunção sacroilíaca

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Que dor estranha…

 

A disfunção sacroilíaca pode gerar dor tanto na região lombar da coluna vertebral, como na região posterior do quadril, irradiando muitas vezes, para a lateral do quadril e virilha. Geralmente é confundida com hérnia de disco ou disfunção na articulação coxofemoral. Por possuir, na maioria das vezes, ter origem biomecânica, a modificação postural pode aumentar a dor. Esta articulação possui envolvimento por diversas patologias, como por exemplo, a artrite reumatoide, as espondilopatologias soronegativas, tumores, infecções por stafilococus e osteíte condensante do íleo.

 

ANATOMIA

A articulação sacroilíaca encontra-se entre o sacro e o ílio. As suas superfícies permanecem planas até os vinte anos de idade, porém com o passar do tempo há um aumento no número e tamanho das elevações e depressões articulares, acentuando o atrito e a estabilidade. As suas estruturas ligamentares, localizam-se posteriormente e anteriormente, contribuindo também para a sua estabilidade.

As articulações sacroilíacas suportam o peso do tronco e estão, portanto sujeitas ao desenvolvimento da dor por entorse e artrite. A medida que a articulação envelhece, o espaço intra-articular fica menor. Os ligamentos e a própria articulação sacroilíaca recebem inervação provenientes de L4 e L5 a maior contribuição para a inervação da articulação. Essa inervação diferenciada pode ajudar a explicar a natureza mal definida da dor sacroilíaca. A articulação sacroilíaca possui movimentação muito limitada, e essa movimentação é induzida por alterações das forças colocadas sobre a articulação por alterações na postura e peso colocado sobre a articulação.

 

QUADRO CLÍNICO

O acometidogeralmente possui dor lombar, sobre a articulação sacroiliaca ou nas nádegas, podendo irradiar para a virilha e quadril. A dor acentua-se ao permanecer na posição sentada, em posturas prolongadas, sendo agravadas na inclinação do tronco, sentar, levantar, movimentos rápidos de força e ao virar-se na cama. A dor pode ser bilateral ou homolateral e, muitas vezes, é incapacitante.

 

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico é dificultoso, pois os seus sintomas e achados físicos também são vistos em outras disfunções e patologias como a hérnia de disco e a osteoartrite de quadril. É necessária uma boa anamnese e exame físico, incluindo os testes de GILLET, ROTAÇÃO DO QUADRIL, SUPINO/SENTADO, PATRICK, GAENSLES e YEOMANS. Os testes biomecânicos, inclusive para perna curta verdadeira, são bem vindos. Estudos de imagem também tem suas limitações. Alguns testes biomecânicos, o bloqueio anestésico guiado por fluoroscopia, tomografia computadorizada ou por ressonância magnética, é considerado o teste padrão para demonstrar que a dor origina desta articulação.

 

TRATAMENTO

O tratamento é realizado através de técnicas fisioterapêuticas (mobilização articular, flexibilidade e fortalecimento muscular), correção de discrepância verdadeira de membros (se houver), viscossuplementação e antiinflamatórios não esteroidais. Se necessário, na falha dos métodos descritos anteriormente, utiliza-se infiltração articular e em casos extremos, artrodese.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1.Don Tigny RL. Mechanics and treatment of the sacroiliac joint. J Manipulative Manual Ther. 1:3-12, 1993.

2.Dunn EJ, Bryan DM, Nugent JT. Pyogenic infections of the sacroiliac joints. Clin Orthop. 118:113-117, 1976.

3.Ribeiro S, Schmit AP, Wurf PD. Disfunção sacroilíaca. Act. Ortop. Bras. 11(9), abr/jun,118-125 2003

4.Dias, Marcus Vinicius et al. Parafusos iliosacrais são realmente seguros? Rev. bras. ortop. .46, (suppl.1), 40-43. 2011.

 

Figura – fonte:(http://www.centromedicoathenas.com.br/…/articulacao-sacroil…)s

 

Fernanda Lofrecon

Acadêmica do quinto período de medicina

Centro Universitário do Espírito Santo

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