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Disfunção miofascial (DM)

Carregando o mundo nas costas…

A Disfunção miofascial (DM) é definida como uma síndrome dolorosa de tecidos moles, caracterizada pela presença de um ponto desencadeante ou ponto-gatilho dentro de um músculo que, à palpação, resulta em sensibilidade local intensa e irradiação da dor dentro de regiões características para cada ponto.

A disfunção miofascial do elevador da escapula é uma Síndrome dolorosa miofascial localizada, ou seja, referida à disfunção de um músculo ou a um grupos de músculos, diferente da síndrome miofascial generalizada que não se refere a um grupo de músculos específico.

ANATOMIA

O músculo levantador da escápula é um músculo alargado que se situa na região lateral e posterior do pescoço, estando recoberto pelo músculo trapézio. Ele se origina nos tubérculos posteriores dos processos transversos das quatro primeiras vértebras cervicais e se insere no ângulo superior da escapula. Sua função é elevar o ângulo superior da escapula e puxar o pescoço lateralmente quando a escápula está fixada.

FISIOPATOLOGIA

Essa DM está relacionada diretamente com a presença dos pontos-gatilhos miofasciais (PG) que são definidos como locais hiperirritáveis que podem estar situados nos músculos, fáscias e tendões. Quando estimulados, desencadeiam dor local, dor remota e fenômenos autonômicos.

A fisiopatologia dos PG baseia-se no esquema que postula um ciclo vicioso de eventos: a bomba ativa de íons da fibra muscular sofre uma disfunção que resulta na liberação excessiva de cálcio. Esse cálcio produz a contratura máxima de um segmento do músculo, gerando demanda de energia máxima e impedindo a circulação local. A isquemia interrompe o suprimento de energia e causa o fracasso da bomba de íons, completando o ciclo. A contratura desse segmento muscular aumenta a excitabilidade na placa motora, o que produz uma despolarização sustentada da membrana da fibra muscular, perpetuando o ciclo de espasmo.

QUADRO CLÍNICO E CAUSAS

Essa disfunção causa importante limitação de movimentos da coluna cervical. Está relacionada com o uso prolongado dos membros superiores elevados ou sem sustentação: atividades de escritório ou domésticas, fadiga crônica e travesseiros inadequados. Além desses existem outros fatores relacionados ao aparecimento dos pontos de gatilho como fatores psicossociais, o stress e a tensão; alterações do sono e fadiga; alterações neurológicas, alterações sistémicas. Os pontos-gatilhos se situam no ângulo superior da escápula, e a zona de dor referida esta localizada no ângulo do pescoço e ao longo do bordo vertebral da escápula.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico depende da história e do exa¬me físico, sendo que muitas vezes não é necessário nenhum exame complementar.

TRATAMENTO

Visa eliminar ou minimizar a dor gerada pelo ponto-gatilho, em associação com terapias físicas, exercícios de alongamento, uso de medicamentos, tratamento da etiologia quando possível e observação do paciente em seu ambiente biopsicosocial.

Uma prática muito usada é a infiltração no ponto-gatilho, objetivando eliminar os mesmos e, consequentemente, as bandas musculares tensas, reduzindo ou minimizando a dor, aumentando a amplitude de movimento, impossibilitando que estes nódulos se tornem fibróticos e resistentes ao tratamento ou fazendo com que as recidivas sejam freqüentes.

1. Keith L. Moore ; Arthur F. Dalley. Anatomia Orientada para a Clínica. Guanabara Koogan. 6 ed.

2. Síndrome Miofascial: Diagnóstico e abordagem em MFR. Carla Afonso e Jorge Jacinto. Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Física e de Reabilitação. Vol 17 I Nº 1 I Ano 17 (2009).

3. Síndrome dolorosa miofascial em trabalhadores com LER/DORT. Eduardo Hernandes Fernandes e José Heitor Machado Fernandes. Revista Brasileira de Medicina do Trabalho 2011; 9(1):39-44.

4. http://www.reumatousp.med.br/para-pacientes.php…. Acesso em 20 de junho de 2015.

Figura – Fonte (Imagens: http://spallafisioterapia.com.br/tag/ponto-gatilho) Acesso em 20 de junho de 2015.

William Borges

Acadêmico do quarto período de medicina

Centro Universitário do Espírito Santo – UNESC

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