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Contratura de Dupuytren

Isso não é funcional!

A contratura de Dupuytren ou moléstia de Dupuytren é uma contratura fixa da mão em flexão caracterizada pelo espessamento da fáscia palmar (tecido encontrado abaixo da pele da mão). Essa condição pode variar desde pequenos nódulos até faixas muito espessas, as quais podem tracionar dos dedos em direção à palma da mão. Deve o seu nome a Guillaume Dupuytren, o cirurgião que descreveu uma cirurgia para corrigir a deformação causada por esta doença.

 

ANATOMIA

É fundamental compreender a complexa anatomia da fáscia palmar para a correta avaliação e tratamento da doença. A fáscia palmar dividese em três partes – digital, palmodigital e palmar, dividindo-se esta última nas aponeuroses radial, cubital e central (a mais diretamente envolvida na doença). Longitudinalmente, a aponeurose central organiza-se distalmente nas bandas pré-tendinosas, que se bifurcam inserindo-se na derme, nas estruturas flexoras e extensoras dos dedos, e em torno da articulação metacarpo-falângica profundas aos feixes neuro-vasculares originando as bandas espirais que emergem posicionando-se laterais aos feixes. Da aponeurose central, além das fibras longitudinais, partem também fibras verticais – fibras de Grapow e septos de Legueu e Juvara – e transversais – ligamento transverso superficial, proximalmente e ligamentos natatórios, distalmente.

 

APRESENTAÇÃO CLÍNICA

Inicialmente há um espessamento e retração da pele, que adquire um aspeto enrugado, com reentrâncias, o que não deve ser confundido com calosidades. Posteriormente os doentes podem notar o surgimento de nódulos. Estes são habitualmente distais à prega de flexão distal da palma e indolores, embora alguns doentes refiram sensibilidade ao toque, sensação de prurido ou queimor. Com o desenrolar da doença os nódulos podem progredir para cordas estáticas, contraídas e fixas à pele subjacente podendo lembrar o aspeto de tendões flexores, e nos estádios mais avançados da doença conduzir à flexão, por vezes incapacitante, dos dedos. O doente pode ser incapaz de colocar a mão reta sobre uma mesa.

 

TRATAMENTO

Os casos mais leves são tratados conservadoramente, na tentativa de evitar contratura articulares secundárias, por meio de exercícios de extensão forçada e aumento da extensibilidade da fáscia através do uso de correntes ultrassônicas ou outra modalidade de calor profundo

O tratamento cirúrgico é indicado quando as faixas faciais palmares produzem uma contratura em flexão das articulações metacarpofalangeana ou interfalangeana ou uma contratura em adução do polegar ou de outras membranas interdigitais.

 

BIBLIOGRAFIA:

1.MACHADO, Sara. Doença de Dupuytren: Uma visão atual sobre a doença. Rev. Port. Ortop. Traum., Lisboa , v. 21, n. 3, set. 2013.

2.BARROS FILHO, Tarcísio E. P. de; LECH, Osvandré. Exame físico em ortopedia. São Paulo: Sarvier, 2001.

3.LECH, Osvandré et al. Membro Superior: Abordagem fisioterapêutica das patologias ortopédicas mais comuns. Rio de Janeiro: Revinter, 2005

 

André Zottelle

Acadêmico do Centro Universitário do Espírito Santo

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