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Cisto de Baker

Uma bola de líquido atrás do joelho…

O cisto de Baker ou cisto poplíteo, apresenta-se como um aumento de volume na região posterior do joelho. São comuns tanto em adultos quanto em crianças, sendo assintomáticos e constituem um achado ao exame na maioria das vezes. Nas crianças, o cisto de Baker aparece como um inchaço indolor atrás do joelho que se percebe melhor quando o mesmo está totalmente estendido. Um cisto grande pode causar certo desconforto ou rigidez; no entanto, normalmente é assintomático. Na maioria das vezes os cistos de Baker desaparecem naturalmente após alguns anos. Nos adultos o cisto de Baker pode estar relacionado a patologias intrarticulares do joelho que levam ao maior acumulo de liquido sinovial.

ANATOMIA

Do ponto de vista anatômico, os cistos de Baker localizam-se na região posteromedial do joelho, entre o ventre medial do músculo gastrocnêmio e o tendão semimembranoso. A cartilagem e os tendões do joelho contam com um fluido lubrificante chamado líquido sinovial. Esse líquido ajuda no movimento da perna e reduz o atrito entre a tíbia, o fémur e a rotula. O líquido sinovial circula, entra e sai das bolsas de tecido (bursas) em todo o seu joelho. Existe um sistema de válvula entre o joelho e a bursa na parte posterior do joelho (Bursa poplítea). Este válvula regula a quantidade de líquido sinovial entrando e saindo da bursa. Mas às vezes o joelho produz muito líquido sinovial, resultando em acúmulo de líquido na bursa e esse acúmulo é chamado de cisto de Baker.

QUADRO CLÍNICO

Pacientes com cisto de Baker podem referir a presença de massa ou tumoração na região posterior do joelho. Nas crianças, esses cistos são assintomáticos, sendo achados de exame físico na grande maioria das vezes. Nos adultos, esses cistos podem causar dor e sensação de pressão na região posterior do joelho. Os sintomas são mais intensos ao estender a articulação ou durante a prática de atividades físicas. Quando ocorre rotura do cisto de Baker, o quadro clínico consiste em dor abrupta e intensa na região posterior do joelho e da panturrilha. Esse quadro muitas vezes se confunde com o diagnóstico de trombose venosa profunda. Em ambas situações clínicas pode ocorrer aumento de volume e empastamento da panturrilha.

DIAGNÓSTICO

Ao realizar a palpação do joelho em extensão e em flexão de 90 graus. Palpa-se uma massa arredondada, móvel, com sensação de conteúdo líquido e de bordas bem delimitadas. O cisto tende a desaparecer ou diminuir com a flexão de 45 graus do joelho (sinal de Foucher). Este teste é útil para distinguir os cistos de Baker de massas sólidas e fixas que não mudam de posição. A ultrassonografia permite delimitar o tamanho e a localização do cisto de Baker, avaliar o conteúdo do tumor, podendo se distinguir cistos com conteúdos líquidos de massas sólidas. Geralmente, não há necessidade de exame subsidiário adicional.

TRATAMENTO

Na grande maioria dos casos o cisto de Beker não demanda tratamento. Sabe-se que, apesar do tratamento cirúrgico, a recorrência de cisto é de aproximadamente 40%. Deve-se tratar a causa primaria que leva ao cisto de Beker.

Referências bibliográficas

1. Demange, Marco Kawamura. Cisto de Baker. Rev. bras. ortop., 2011, vol.46, no.6, p.630-633.

2. PORTO, C.C. Semiologia Médica – GUANABARA Koogan, 6ª. EDIÇÃO, 2009.

3. Handy JR. Popliteal cysts in adults: a review. Semin Arthritis Rheum. 2001

 

André Zottele

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