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Bursite trocantérica

Dor no quadril? Isto pode ser uma bursite!!!

A bursite trocantérica é a forma mais comum de bursite no quadril. Compreende uma inflamação na bursa que se encontra entre o tendão do glúteo máximo e a superfície póstero-lateral do trocânter maior.

ANATOMIA

A Bursa é uma pequena bolsa repleta de líquido sinovial, cuja função é evitar a fricção excessiva entre as estruturas que se movimentam ao seu redor.

A lesão ocorre em torno de um acidente ósseo do fêmur chamado trocânter maior. Nele insere-se o glúteo médio responsável por evitar a queda do quadril quando o membro contralateral encontra-se elevado, como quando damos um passo para frente na marcha. Há outra estrutura na porção lateral do quadril, que possui função sinérgica ao músculo glúteo médio: a fáscia lata. A bursa encontra-se entre essas duas estruturas para propiciar maior deslizamento e evitar atrito entre elas e consequentemente prevenir uma lesão.

Ainda abaixo do trocânter maior, há a inserção do músculo glúteo máximo que possui a ação de estender o quadril. Quando este músculo gera a sua função, este tendão joga a bursa contra o trocânter maior, aumentando a pressão sobre ela, predispondo a irritação e a inflamação.

QUADRO CLÍNICO

Dor na região lateral do quadril, inicialmente quando a coxa encontra-se flexionada ao correr ou ao andar, mas pode haver progressão da dor ao repouso com possível irradiação para o terço médio da coxa.

Fatores de risco: Presença de pés varos e/ou coxas varas; fraqueza do músculo glúteo médio; encurtamento do tendão do músculo glúteo máximo e/ou da fáscia lata; perna curta postural ou verdadeira; doenças da coluna vertebral como escoliose, hiperlordose, etc. Atividades como corrida, ciclismo, triátlon, musculação podem predispor à lesão; a queda sobre a bursa pode gerar hemorragia ou edema, tendo como consequência o aumento do volume tecidual, levando à fricção local no movimento.

DIAGNÓSTICO

O diagnóstico clínico dá-se através da queixa do paciente e a realização da anamnese e exame físico completo dos membros inferiores, quadril e coluna vertebral. Para diagnóstico complementar é utilizada a radiografia simples para verificar doenças pré-existentes do quadril e a ressonância magnética para diagnóstico de possíveis bursites e tendinites relacionadas ao quadril.

TRATAMENTO

A cirurgia é um procedimento raro no tratamento da bursite trocantérica. Como tratamento medicamentoso, são utilizados anti-inflamatórios, AINES e analgésicos. O paciente geralmente beneficia-se com o tratamento fisioterapêutico que possui como objetivos a melhora da dor e inflamação, assim como a correção biomecânica, modificação da condição muscular, além da readaptação do paciente às atividades anteriores. Se a dor persistir, pode ser realizada a infiltração com cortisona e anestésicos diretamente na bursa, que apesar de suas limitações no tempo de analgesia, gera ótimos resultados.

BIBLIOGRAFIA

1. Dani WS, Azevedo E. Bursite trocantérica. Rev Bras Med. 2006;7(1):2–5.

2. Lustenberger DP, Ng VY, Best TM, Ellis TJ. Efficacy of treatment of trochanteric bursitis: a systematic review. Clin J Sport Med. 2011;21(5):447-453

3. Maia e Silva R, Infiltrações e punçoes em traumatologia do desporto. Bras Med Desport Inf. 2013; 4 (5): 28–29

4. Silva F, Adams T, Feinstein J, Arroyo RA. Trochanteric bursitis: refuting the myth of inflammation. J Clin Rheumatol. 2008;14(2):82–6.

5. Strauss EJ, Nho SJ, Kelly BT. Greater trochanteric pain syndrome. Sports Med Arthrosc. 2010;18(2):113-119

Figura – Fonte: (http://www.clinicaespregueiramendes.com/index.php…)

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